quinta-feira, 20 de agosto de 2020

80 ANOS DE UM FRACASSO: O TROTSKISMO VIVE! É A ÚNICA CONTINUIDADE DO BOLCHEVISMO! 

O Trotskismo na década de 1930 lançou o mesmo “grito de alerta” e o mesmo movimento de reorganização revolucionária diante do proletariado mundial que o Bolchevismo e Lênin lançaram na luta contra o menchevismo e a Social Democracia da segunda Internacional. Contra a capitulação da Terceira Internacional transformada em instrumento contrarrevolucionário pelo stlalinismo, os Trotskistas da década de 1930 propunham: "Que os mencheviques e reformistas façam seu partido, que os Bolcheviques construamos o nosso para preparar o triunfo da revolução socialista!".

sábado, 15 de agosto de 2020

80 ANOS DA MORTE DE TROTSKY:  NOSSO COMANDANTE BOLCHEVIQUE VIVE NA LUTA PELA RECONSTRUÇÃO DA IV INTERNACIONAL!

Homenageamos Trotsky nos 80 anos de sua morte com o mundo enfretando a crise capitalista e sua nova "arma" contra os trabalhadores, a pandemia do Coronavírus orquestrada pelas grandes corporações e a mídia burguesa para impor uma ordem mundial ultra-reacionária contra os trabalhadores. Reafirmamos o compromisso da LBI, dentro de suas modestas forças militantes, por manter firme o combate pela reconstrução da IV Internacional, o partido mundial da revolução socialista. Não se trata de um “mero” ato de reverência política ou humana, mas sim do sincero reconhecimento militante do valor revolucionário de sua vida e da sua trajetória comunista por nossa corrente política que reivindica e aplica na práxis, dentro de suas modestas forças, o legado do velho dirigente bolchevique, mesmo sofrendo por isso muitas vezes o isolamento político e o ataque vil da burguesia, dos reformistas e revisionistas, estes últimos cada vez mais adaptados a defesa da democracia como “valor universal”. 

O ÚLTIMO GRANDE COMBATE

Nesse mês de agosto, quando se completa o 80º Aniversário da morte de Leon Trotsky, assassinado a mando de Stalin, na cidade do México, os revolucionários de hoje estão absolutamente convictos da justeza e correção de seus prognósticos em relação à crise fundamental de nossa época, ou seja, a ausência de uma direção revolucionária assim como a necessidade da construção do instrumento capaz de superar este paradigma, o partido mundial da revolução, a Quarta Internacional. Mas o que de tão extraordinário pode dimensionar a figura do velho bolchevique são os acertos de suas caracterizações, e muito em especial aquelas que dão os fundamentos teóricos da gênese de sua corrente, o trotskismo. Na realidade o termo trotskismo foi pela primeira vez utilizado por Stalin contra a Oposição de Esquerda formada por Trotsky no início dos anos 20. Neste momento, Trotsky rejeitou a "classificação" por considerá-la uma provocação, que se destinava a difundir a ideia de sua suposta oposição ao leninismo. A Oposição de Esquerda assumiu a designação de "bolchevique-leninista" afirmando sua completa lealdade política ao Partido Bolchevique e seu dirigente máximo, Lenin. Nesta etapa, o processo de burocratização da URSS não estava completamente consolidado, apesar do curso dos acontecimentos apontar nesta perspectiva. O stalinismo ainda era uma corrente interna do Partido Bolchevique (comunista) que oscilava entre posições do ultraesquerdismo ao oportunismo sem princípios, por isso mesmo considerada por Trotsky como "centrista".

IV INTERNACIONAL: UMA HISTÓRIA DE PRINCÍPIOS REVOLUCIONÁRIOS E FRAGMENTAÇÃO REVISIONISTA

Artigo histórico extraído da Revista teórica da LBI, Marxismo Revolucionário nº 11 (Dezembro/2008)

A IV Internacional foi fundada no dia 3 de setembro de 1938 em uma conferência realizada na casa de um de seus militantes, Alfred Rosmer, localizada no subúrbio parisiense de Périgny. Reuniram-se 21 delegados, representando 11 seções na plenária de fundação. Não poderia haver tempos mais difíceis para se fundar uma nova internacional. Foi precisamente um ano antes do início da II Guerra Mundial, em plena “meia noite” do século XX. O stalinismo executara os dirigentes da revolução bolchevique nos chamados Processos de Moscou enquanto, simultaneamente, sabotava os processos revolucionários na China, França e Espanha com suas frentes populares, deixando o caminho livre para a consolidação do nazi-fascismo na Europa.

O BOLCHEVISMO É O RESPONSÁVEL PELO STALINISMO?  

Como parte das publicações comemorativas dos 80 ans da morte de Trotsky, reproduzimos um precioso artigo do “Velho” elaborado em 1937, explicando a origem do Stalinismo como negação do Bolchevismo. Nesta polêmica ele combate as posições de todo um setor da intelectualidade “progressista” e da esquerda em geral da época, que influenciava elementos simpáticos à fundação da IV Internacional, que criticavam o “autoritarismo” de Stálin e apontavam a gênese da burocratização da URSS a partir do comando de Lenin no Partido Bolchevique. Trotsky, ao contrário, denuncia a ascensão do Stalinismo como produto da derrota sofrida na Alemanha em 1919 e do cerco das potências capitalistas à URSS, provocando um amplo “cansaço” das massas que acabou facilitando a sedimentação da burocracia despótica e sua teoria do "Socialismo em um só país". Por fim, ele faz um vivo e ardente chamado à construção da IV Internacional para resgatar o genuíno Bolchevismo diante das tendências reformistas e social-democratas no interior do movimento operário!

As épocas reacionárias como a que estamos vivendo não somente desintegram e debilitam a classe operária e sua vanguarda, mas também rebaixam o nível ideológico geral do movimento e retroage o pensamento político a etapas já amplamente superadas. Nestas circunstâncias, a tarefa mais importante da vanguarda é não se deixar arrastar pelo fluxo regressivo, e sim nadar contra a corrente. Se a relação de forças desfavorável impede manter as posições conquistas, ao menos se deve aferrar a suas posições ideológicas, porque estas expressam as custosas experiências do passado. Os imbecis qualificarão esta política de "sectária". Na realidade, é a única maneira de preparar um novo e enorme avanço quando se produzir o próximo ascenso da maré histórica.

DO INTERNACIONALISMO PROLÉTARIO DE LENIN E TROTSKY... A SUA LIQUIDAÇÃO PELO STALINISMO 

No dia 4 de março de 1919 foi fundada a Internacional Comunista (IC), popularmente conhecida como III Internacional. Nos 80 anos da morte de Trotsky reproduzimos um trecho de seu artigo polemizando com a política ultra-esquerdista adotada pelo Stalinismo, que ficou conhecido como “Terceiro Período” da IC, depois substituída pela política de Frentes Populares, orientação que pavimentou a ascensão do Nazismo na Alemanha. 

O lamentável esquematismo dos dirigentes não é totalmente inofensivo; pelo contrário, afeta a revolução a cada passo. O conflito sino-soviético criou a necessidade urgente de mobilizar as massas contra o perigo da guerra e pela defesa da União Soviética. Não resta dúvida de que nessa situação, e ainda nas condições dadas, os partidos comunistas poderiam ter realizado esta tarefa com todo êxito. Para isso era necessário que a imprensa comunista se deixasse ouvir a tremenda voz dos próprios acontecimentos. Mas, quis a sorte que o conflito do Extremo Oriente surgisse justo quando se realizavam os preparativos para o 1º de agosto. Os agitadores e jornalistas oficiais insistiram de maneira tão furiosa e persistente sobre o perigo em geral e a guerra em geral, que o verdadeiro conflito internacional se perdeu de vista e quase não chegou à consciência das massas. Mesmo assim, na política da Internacional Comunista os peixinhos do esquematismo burocrático são tragados pela baleia da realidade viva.

ATÉ A MORTE, UMA TRINCHEIRA DE LUTA PELA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL!

O próprio Trotsky se encarregou de afirmar que “O dia do meu nascimento coincide com o da Revolução de Outubro. Os míticos e os discípulos de Pitágoras podem tirar as conclusões que desejarem. Eu não percebi essa curiosa coincidência até três anos depois dos dias de outubro”. Trotsky viveu até os 9 anos de idade no campo e sua vida mudou substancialmente quando ele foi enviado, em 1888, para estudar em Odessa, longe de sua família e de seu lar. Conta que o “desejo nascente de ver, saber, conquistar, encontrou sua saída nessa incansável absorção de textos impressos; minhas mãos e os meus lábios de menino estavam sempre tensos em direção ao cálice da invenção literária. Tudo o que a vida deveria dar-me de interessante, emocionante, alegria ou tristeza, já estava contido nas emoções de minhas leituras, alusivamente, como uma promessa, como um esboço tímido e leve a lápis ou aquarela”. Estudou matemática em Odessa onde se ligou aos revolucionários ativistas socialdemocratas. Cursou o sétimo ano da escola em Nikolaiev, onde começou sua militância. Essa experiência lhe permitiu estabelecer contato íntimo com os trabalhadores de base enquanto dava os primeiros passos no caminho para a revolução. Um ano depois de sair da escola, em 1989, foi preso pelo regime czarista. Sua Universidade foi a prisão, a deportação e a emigração. Enquanto estava na prisão, as coisas começaram a mudar, os estudantes estavam se manifestando, a socialdemocracia se fortalecendo e se fundindo cada vez mais com o movimento dos trabalhadores. As prisões estavam lotadas de trabalhadores. Na prisão de Moscou, dedicou-se a avançar em seus estudos teóricos, lá ouviu falar pela primeira vez de Lenin e leu seu livro sobre o desenvolvimento do capitalismo russo. No outono de 1900, foi deportado para a Sibéria e será nessas terras congelantes que o marxismo se tornará a base de sua concepção do mundo e seu método de pensamento.

UM POUCO DA VIDA DE LEON

No dia 20 de agosto, completam-se 80 anos do assassinato de Leon Trotsky, revolucionário russo que ao lado de Lenin e outros dirigentes comunistas, instauraram a primeira república bolchevique da história da humanidade. O termo russo “bolchevique” já revelaria o caráter de classe do novo regime social na Rússia após a revolução socialista de outubro de 1917, um novo Estado voltado para a maioria da população, ou seja, um Estado Proletário triunfante pela primeira vez na história da humanidade! No Blog da LBI, iniciaremos uma série de artigos em homenagem a Trotsky, nestes oitenta anos do fracasso stalinista em pretender com um covarde assassinato, apagar da história a figura titânica deste revolucionário, que nos deixou um imenso legado teórico e programático, como uma via para a ação concreta da classe operária mundial tomar o poder. Neste primeiro ensaio abordaremos um pouco da biografia deste revolucionário, que vive imortalmente na história da luta de classes mundial.

Liev Davidovich Bronstein nasceu no dia 26 de outubro de 1879, no vilarejo ucraniano de Yanovka, Império Russo. Judeu, filho de camponeses médios, aderiu ao marxismo aos 19 anos e passou a reunir os operários da região em uma organização político-sindical denominada “União Operária do Sul da Rússia”.

80 ANOS DE UM FRACASSO: O TROTSKISMO VIVE! É A ÚNICA CONTINUIDADE DO BOLCHEVISMO!   O Trotskismo na década de 1930 lançou o mesmo “grito d...